Biomas Brasileiros
O Brasil tem seu território ocupado 6 biomas em terra firme e um bioma
marinho.
A Caatinga é uma área de aproximadamente 826.411 quilômetros quadrados,
localizada na região nordeste do Brasil. Abrange os Estados do Piauí, Ceará,
Rio Grande do Norte e Paraíba, além de algumas áreas da Bahia, Alagoas,
Pernambuco e Sergipe. Localiza-se entre a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica
e o Cerrado.
As temperaturas, em geral, são altas, e as chuvas escassas, concentradas
principalmente nos meses de verão. Os solos são pedregosos e secos, ocasionando
uma rápida evaporação das águas. Os rios e cursos de água, na sua maioria, são
intermitentes, ou seja, secam por um período de sete a nove meses do ano e
reaparecem na época de chuva. Quando chove, a paisagem muda rapidamente. As
árvores cobrem-se de folhas e o solo fica forrado de pequenas plantas.
A Caatinga é considerada o único bioma exclusivamente brasileiro, uma
vez que, grande parte do seu patrimônio biológico não é encontrado em nenhum
outro lugar. Esse bioma é responsável por grande riqueza de ambientes e
espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.
Há várias fisionomias de Caatinga, desde a florestal até a herbácea,
passando pela Caatinga arbustiva.
A biodiversidade de flora é média e a vegetação xerofítica, ou seja,
adaptada à escassez periódica da água, sendo comum espécies vegetais de porte
pequeno, arbustos e plantas com espinhos que reduzem a perda de água pela
transpiração.
Os cactos são muito representativos da flora desse bioma, contudo existe
uma variedade de outras espécies, como: mandacaru, xique-xique, juazeiro,
umbuzeiro, aroeira, entre outras.
Não se sabe ainda, a importância do impacto humano na Caatinga.
O Bioma é uma região pouco habitada e estudada, com projetos de
desenvolvimento falidos e abandonados. As unidades de conservação são poucas,
espalhadas e cobrem uma pequena área territorial, tornando a Caatinga o bioma
de menor área protegida entre os biomas brasileiros.
Nas últimas décadas as alterações ocorridas nesse ecossistema
brasileiro, em virtude das intervenções antrópicas, ou seja, do homem,
provocaram uma série de impactos ambientais – degradação do ecossistema, redução
da biodiversidade – que comprometem o funcionamento da cadeia ecológica.
O mapeamento das unidades de proteção mostrou que, atualmente, 7% da
área estão protegidos, mas apenas 1% está em unidades de proteção e reservas
indígenas. Os demais 6% fazem parte das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que
não são consideradas de proteção efetiva.
Quase metade da Caatinga já foi destruída no País: 43% até 2002 e mais
2% entre 2002 e 2008. Os estados que mais desmatam são Bahia, Ceará, Piauí e
Pernambuco.
Intervenções:
A principal causa do desmatamento é a extração de madeira para
produção de carvão vegetal, sem planejamento de recuperação das áreas
degradadas, gerando consequente desertificação do Bioma.
Grande parte do carvão vai para siderúrgicas de Minas Gerais e Espírito
Santo, mas também, para o polo gesseiro do Nordeste, para o polo de cerâmica,
além de pequenas e médias indústrias que usam lenha e carvão.
Também há necessidade de investimento em projetos de agricultura
familiar, carentes na região do Bioma Caatinga. A falta de investimentos do
governo na referida área, além do desmatamento desordenado, sem projetos de
recuperação das áreas degradas, como o combate à desertificação e promoção da
conservação e do uso sustentável dos recursos do bioma, poderá levar ao
desaparecimento do Bioma.
Referências Bibliográficas:
Ambiente Brasil: www.ambientebrasil.com.br
Centro Universitário de Brasília – Uniceub
ICPD – Instituto Ceub de Pesquisa e Desenvolvimento
Pós Graduação em Analise Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
Aluna: Patricia Patriota
Abril de 2011
Caatinga com mais de 40ºC no semi árido
As plantas da caatinga são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e
à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água, outras possuem raízes
superficiais para captar o máximo de água da chuva. E há as que contam com
recursos pra diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas. A
vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de 8 a 12 metros
de altura; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5 metros; e o herbáceo, abaixo de
2 metros. Entre as espécies mais comuns estão a amburana, o umbuzeiro e o
mandacaru. Algumas dessas plantas podem produzir cera, fibra, óleo vegetal e,
principalmente, frutas.
Floresta Amazônica
Do alto, do solo ou da água, a Amazônia brasileira é um impacto
para os olhos. Por seus 6,9 milhões de quilômetros quadrados em nove países
sul-americanos (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana,
Suriname e Guiana Francesa) espalha-se uma biodiversidade sem paralelos. É ali
que mora metade das espécies terrestres do planeta. Só de árvores, são pelo
menos 5 mil espécies. De mamíferos, passa das 300. Os pássaros somam mais de
1.300, e os insetos chegam a milhões.
No Brasil, o bioma Amazônia cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional), e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). O bioma é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal - uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal. (Mapa: bioma, Amazônia Legal e Limite Panamazônia).
No Brasil, o bioma Amazônia cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional), e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). O bioma é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal - uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal. (Mapa: bioma, Amazônia Legal e Limite Panamazônia).
Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil
espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a
maior bacia hidrográfica do mundo. Às suas margens, vivem em território
brasileiro mais de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180
etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. Levando-se
em conta toda a bacia amazônica, os números crescem: são 33 milhões de pessoas,
inclusive 1,6 milhão de povos indígenas de 370 etnias.
Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação,
moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas
fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia
diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa
cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada
árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.
Grandes também são as ameaças
Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a
grandiosidade da Amazônia. Desde que os portugueses pisaram aqui, em 1550, até
1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em
apenas 40 anos, o número saltou para 17% – uma área equivalente aos territórios
do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Foi pela década de 1970 que a porteira se abriu. Numa campanha para
integrar a região à economia nacional, o governo militar distribuiu incentivos
para que milhões de brasileiros ocupassem aquela fronteira “vazia”. Na corrida
por terras, a grilagem falou mais alto, e o caos fundiário virou regra difícil
de ser quebrada até hoje.
A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da
Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma
incógnita. Os órgãos ambientais correm atrás de mapas adequados e de recursos
para enquadrar os que ignoram a lei. Mas o orçamento para a pasta não costuma
ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, também é
impactante.
Desenvolvimento para
quem?
© Greenpeace / Daniel Beltra
Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a
Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do
produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob
o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral,
é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando
enormes áreas abandonadas.
Ainda assim, o setor do agronegócio quer mais. No Congresso, o lobby por
mudanças na legislação ambiental é forte. O objetivo é que mais áreas de
floresta deem lugar à produção, principalmente, de gado e soja. A fome por
desenvolvimento deu ao país a terceira posição dentre os maiores exportadores de
produtos agrícolas. Mas os louros desses números passaram longe da população
local.
As promessas de desenvolvimento para a Amazônia também se espalham pelos
rios, em forma de grandes hidrelétricas, e pelas províncias minerais, em forma
de garimpo. Mas o modelo econômico escolhido para a região deixa de fora os
dois elementos essenciais na grandeza da Amazônia: meio ambiente e pessoas.
Soluções
- Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2015, o
Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global,
assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar
a população local. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que
estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas. A
criação de um fundo de investimentos nacionais e internacionais tornaria a
proposta viável.
- Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por
unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de
implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos
criminosos.
- Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem
direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades
privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a
responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.
- Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo
precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as
leis de preservação
Flora
A floresta tropical é a mais rica em espécies do que a maioria das
outras. É difícil ocorrer uma planta ou árvore que seja semelhante às suas
vizinhas. Em uma área amostrada na Austrália, 1.261 árvores contadas em 5.000
m², havia 141 espécies representadas. Para efeito de comparação, em outras
áreas de floresta temperada a média é de 10 a 15 espécies.
Uma grande variedade de palmeiras, cicadáceas, e samambaias, algumas das
quais com 20 m ou mais de altura, crescem abaixo da folhagem. Pouca luz alcança
o chão da floresta. Não há quase acúmulo de folhas, ao contrário do que ocorre
nas florestas do hemisfério norte, pois, a decomposição é muito rápida.
Qualquer coisa que toque o solo desaparece, é transportada, consumida e decomposta
rapidamente.
Pantanal Mato-Grossense
Nas últimas três
décadas o Pantanal vêm sofrendo agressões pelo homem, praticadas não somente na
planície, mas principalmente nos planaltos adjacentes. Atualmente, os impactos
ambientais e sócio econômicos no Pantanal são bastante evidentes, decorrentes
da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustentabilidade dos
recursos naturais desse importante bioma. A expansão desordenada e rápida da
agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração
de diamantes e de ouro, nos planaltos, com utilização intensiva de mercúrio,
são responsáveis por profundas transformações regionais, algumas das quais vem
sendo avaliadas pela Embrapa Pantanal, como a contaminação de peixes e jacaré
por mercúrio e diagnostico dos principais pesticidas.
A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens sem considerar a aptidão das terras e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, acelerou os processos erosivos nas bordas do Pantanal. A consequência imediata tem sido o assoreamento dos rios na planície, a qual tem intensificado as inundações, com sérios prejuízos à fauna, flora e economia do Pantanal.
A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens sem considerar a aptidão das terras e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, acelerou os processos erosivos nas bordas do Pantanal. A consequência imediata tem sido o assoreamento dos rios na planície, a qual tem intensificado as inundações, com sérios prejuízos à fauna, flora e economia do Pantanal.
O assoreamento do rio Taquari
constitui, hoje, o principal problema do Pantanal e de Mato Grosso do Sul, com
inundações quase permanentes de uma área aproximada de 11.000 Km2 nas
sub-regiões da Nhecolândia e Paiaguás. A pecuária, principal atividade
econômica, desta região tem sido drasticamente afetada.
A Embrapa Pantanal, preocupada com esse quadro de degradação ambiental
da bacia do rio Taquari vem desenvolvendo, desde 1994, vários
estudos que objetivam entender e quantificar as relações de causa e efeito que
ocorrem nos planaltos, e que se refletem no Pantanal. Podemos destacar nestes
estudos para a bacia do alto Taquari (BAT), o uso do solo, a avaliação e o
mapeamento do potencial das perdas de solo, a evolução da erosividade das
chuvas e a utilização de pesticidas na BAT. Na planície do rio Taquari, estão
sendo avaliadas e realizadas as taxas temporais de deposição de
sedimento, a partir da década de 70, o estudo do aporte, transporte e deposição
de sedimento, evolução do regime hidrológico, bem como, as alterações na
vegetação, avaliação da qualidade da água e impactos na ictiofauna e na sócio
economia. As informações geradas neste estudos de impacto ambientais e sócio econômicos, visam subsidiar políticas, legislação, programas, planos e ações de desenvolvimento para esta importante região do Pantanal.
A implementação do gasoduto Brasil/Bolívia, abre algumas perspectivas industriais para a região, mas poderá desencadear alterações nos ecossistemas aquáticos do Pantanal e da bacia platina.
Além disso, a hidrovia Paraguai-Paraná desperta a atenção da sociedade pelos impactos que poderá promover. Da mesma forma, a construção de estradas, diques e canais devem ser precedidas de estudos de impacto ambiental e sócio econômico. Todas estas obras, possivelmente, serão avaliadas pela Embrapa Pantanal em momento oportuno.
No rio Taquari, o fechamento de canais naturais, o
restabelecimento de margens e de arrombados devem ser meticulosamente avaliados
do ponto de vista ambiental e sócio econômico, demandado atenção especial das
autoridades pelos sérios prejuízos que estão causando à economia do Pantanal.
A caça e pesca clandestinas e a introdução de espécies exóticas se constituem também em graves ameaças à preservação dos recursos naturais desta região, devendo merecer a atenção especial das autoridades competentes.
A pesada utilização de agroquímicos nos planaltos adjacentes ao Pantanal é uma outra grave ameaça à biodiversidade dos ecossistemas do Pantanal.
O ecoturismo, embora seja uma das principais alternativas sócio econômicas para a região, necessita de planejamento para ser explorado em bases sustentáveis.
Todo esse conjunto de problemas atuais e potenciais decorrentes da atividade humana nos planaltos e na planície, demonstra que as ações a serem implementadas numa bacia hidrográfica devem ser alicerçadas em estudos integrados, onde as relações de causa e efeito necessitam estar bem delineadas e aceitas pela sociedade.
A caça e pesca clandestinas e a introdução de espécies exóticas se constituem também em graves ameaças à preservação dos recursos naturais desta região, devendo merecer a atenção especial das autoridades competentes.
A pesada utilização de agroquímicos nos planaltos adjacentes ao Pantanal é uma outra grave ameaça à biodiversidade dos ecossistemas do Pantanal.
O ecoturismo, embora seja uma das principais alternativas sócio econômicas para a região, necessita de planejamento para ser explorado em bases sustentáveis.
Todo esse conjunto de problemas atuais e potenciais decorrentes da atividade humana nos planaltos e na planície, demonstra que as ações a serem implementadas numa bacia hidrográfica devem ser alicerçadas em estudos integrados, onde as relações de causa e efeito necessitam estar bem delineadas e aceitas pela sociedade.
Referências Bibliográficas:
ADAMOLI, J. Diagnóstico do Pantanal:
características ecológicas e problemas
ambientais. Brasília: PNMA, 1995. 50 p.
ambientais. Brasília: PNMA, 1995. 50 p.
ALHO, C. J. R.; VIEIRA, L. M. Fish and wildlife resources
in Pantanal wetlands
of Brasil and potential disturbances from the release of environmental
contaminants. Environmental Toxicology Chemistry, v.16, n. 1, p. 71-74,
1997.
of Brasil and potential disturbances from the release of environmental
contaminants. Environmental Toxicology Chemistry, v.16, n. 1, p. 71-74,
1997.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente dos Recursos
Hídricos e da
Amazônia Legal (Brasília, DF). Plano de Conservação da Bacia do
Alto Paraguai (Pantanal) – PCBAP: análise integrada e
prognóstico da Bacia do Alto Paraguai. Brasília, 1997. 369 p.,
anexos. Programa Nacional do Meio Ambiente. Projeto Pantanal.
Amazônia Legal (Brasília, DF). Plano de Conservação da Bacia do
Alto Paraguai (Pantanal) – PCBAP: análise integrada e
prognóstico da Bacia do Alto Paraguai. Brasília, 1997. 369 p.,
anexos. Programa Nacional do Meio Ambiente. Projeto Pantanal.
GALDINO, S.; CLARKE, R. T.; PADOVANI, C. R.;
SORIANO, B. M. A;
VIEIRA, L. M. Evolução do regime hidrológico na planície do baixo
curso do rio Taquari – Pantanal. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
RECURSOS HÍDRICOS, 12., 1997, Vitória. Anais... Vitória. Associação
Brasileira de Recursos Hídricos, 1997. p. 383-390.
VIEIRA, L. M. Evolução do regime hidrológico na planície do baixo
curso do rio Taquari – Pantanal. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
RECURSOS HÍDRICOS, 12., 1997, Vitória. Anais... Vitória. Associação
Brasileira de Recursos Hídricos, 1997. p. 383-390.
SILVA, J. dos S. V. da; ABDON, M. de M.; SILVA, M.
P. da; ROMERO, H. R.
Levantamento do desmatamento no Pantanal brasileiro até 1990/91.
Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 33, p. 1739-1745,
out., 1998. Número Especial.
Levantamento do desmatamento no Pantanal brasileiro até 1990/91.
Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 33, p. 1739-1745,
out., 1998. Número Especial.
Mata Atlântica
Na Mata Atlântica, por ser um dos mais importantes biomas brasileiros em
termos de composição biológica e estrutura de ocupação, as referências sempre
estão relacionadas à necessidade de se impedir a continuação do processo de
degradação e recuperar áreas relevantes para o seu equilíbrio. O reflexo do
debate ambiental alcança os temas sociais e econômicos que envolvem as questões
do uso e da conservação.
O estágio atual de degradação desse bioma preocupa toda a sociedade
brasileira, uma que vez que 70% do Produto Interno Bruto do País é gerado a
partir da influência econômica e social da área ocupada pela Mata
Atlântica.
O processo de formulação das Diretrizes para a Política de Conservação e
Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica resultou do desenvolvimento de
etapas amplamente participativas que envolveram estudos iniciais e sugestões de
vários segmentos. A proposta final foi submetida à Câmara Técnica de Mata
Atlântica do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA que posteriormente,
após aprovação, encaminhou-a para análise do plenário.
A Política foi definida tendo como referencial o marco conceitual
contido na Constituição Federal de 1988, que define a Mata Atlântica como área
de Patrimônio Nacional cuja preservação deverá ser feita por todos e com uso
condicionado a medidas que garantam sua sustentabilidade.
Após um trabalho de consultas e debates, o Ministério do Meio Ambiente
-MMA/Secretaria de Formulação de Políticas - SFP, juntamente com outros
ministérios, formulou um conjunto de diretrizes que compõem a Política de
Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica.
Os elementos e instrumentos estratégicos que compõem essa política
buscam compatibilizar as necessidades da sociedade e dos segmentos de governo
envolvidos na implementação de instrumentos que garantam a proteção da Mata
Atlântica.
O conjunto de instrumentos definidos deve influir sobre as decisões
futuras e servir como orientação das ações a serem implementadas na Mata
Atlântica. A estratégia política desenhada parte da premissa que a Mata
Atlântica encontra-se atualmente em um estágio grave de degradação, e que as
soluções requerem ações imediatas e integradas cujo processo de implementação
demanda capacidade de interlocução e busca da valorização dos mecanismos de
participação.
Para o delineamento da lógica de uso e conservação desse bioma, as
diretrizes devem observar o conceito de equilíbrio dinâmico entre as ações de
proteção e as de desenvolvimento, de maneira a garantir a efetiva
sustentabilidade dos remanescentes, conter a expansão das populações urbanas
sobre áreas naturais, aumentar o número de unidades de conservação, promover a
recuperação das áreas degradadas e estimular a criação de corredores ecológicos
por meio do reflorestamento e da recomposição da cobertura vegetal. Todos esses
fatores visam contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações da
Mata Atlântica. No aspecto do equilíbrio entre o uso e a conservação deverá ser
garantida a continuidade do desenvolvimento com base na valorização do capital
natural e do social.
A Política estabelece linhas programáticas que possam, ao longo do
tempo, delinear ações integradas baseadas nos princípios fundamentais de uso
múltiplo e gestão participativa, especialmente na valorização dos aspectos
sociais. Portanto, entende-se que a gestão participativa, através dos comitês
de gestão que envolvem Unidades de Conservação - UC's, bacias hidrográficas e o
gerenciamento costeiro, possam servir como elementos focais para implementação
das ações e dinamizar as decisões no âmbito dos estados e
municípios.
Como estratégia para implementação das diretrizes considerou-se que a
elaboração das políticas integradas para a Mata Atlântica deve basear-se no
pressuposto de que a interlocução das questões ambientais e das setoriais deve
estar respaldada pelo interesse e envolvimento dos diversos segmentos da
sociedade. No âmbito do governo, a viabilização das ações será a consulta
prévia aos diversos atores, respeitando as decisões dos fóruns de interlocução.
Baía de Antonina vista da Serra do Mar
Fauna
Mico-leão-dourado (nome científico: Leontopithecus rosalia),
também conhecido simplesmente como mico-leão, saguipiranga e sauimpiranga
, é uma espécie de primata endêmica do Brasil, da subfamília Callitrichinae e
gênero Leontopithecus. Ocorre exclusivamente na Mata Atlântica
brasileira, no estado do Rio de Janeiro, mas alguns autores já consideraram sua
ocorrência no sul do Espírito Santo. Atualmente, são encontrados principalmente
na Reserva Biológica Poço das Antas e na Reserva Biológica União, e vivem nos
estratos mais altos da floresta. Podem ser encontrados em trechos de floresta
secundária. Já foi considerado como uma subespécie, hoje é uma espécie
propriamente dita, como as outras espécies de micos-leões. Evidências de
estudos filogenéticos mostram que o mico-leão-preto é a espécie mais próxima do
mico-leão-dourado. Não existem fósseis conhecidos dessa espécie.
A educação ambiental e a formação de uma consciência ecológica
coletiva é outra importante estratégia na conservação da espécie, pois acaba
culminando na colaboração da própria população local. Esta colaboração
mostrou-se crucial. Organizações Não-Governamentais, como o SOS Mata Atlântica
e a Associação Mico-Leão-Dourado, iniciaram um trabalho na popularização da
espécie, e na sua relação com a Mata Atlântica, veiculando informações
principalmente por redes de televisão e rádio, fazendo com que a necessidade de
preservação do mico-leão-dourado ultrapassasse os limites regionais. A
criação de uma mentalidade diferente na gestão da terra, também foi importante,
fazendo que um modo de produção agroflorestal seja implementado em alguns
assentamentos de reforma agrária, que acaba sendo uma forma mais sustentável de
agricultura e mais integrada à conservação dos remanescentes de floresta e do
mico-leão-dourado.
Cerrado
Enquanto todas as atenções estão voltadas para o desmatamento da
Floresta Amazônica, o Cerrado brasileiro é devastado de forma lenta e
silenciosa, para atender ao avanço de monoculturas que cada vez mais exigem a
abertura de novas áreas para o plantio de espécies agrícolas e florestais. Um
dos fatores que estimulam essa investida sobre o Cerrado é a posição
estratégica dessas áreas, próximas aos grandes centros consumidores, e o relevo
plano que facilita a mecanização, reduzindo os custos de implantação, manutenção
e colheita.
Segundo pesquisas recentes realizadas pela Conservation International do
Brasil, o bioma Cerrado corre o risco de desaparecer até 2030 se medidas
urgentes não forem tomadas. Dos 204 milhões de hectares originais, 57% já foram
completamente destruídos e a metade das áreas remanescentes estão bastante
alteradas, podendo não mais servir aos propósitos de conservação da
biodiversidade. Estima-se que o desmatamento anual nas áreas de Cerrado esteja
entre 1,5 a 3,0 milhões de hectares.
A conservação dos recursos naturais
A forma mais eficiente para a proteção dos recursos naturais é a sua
conservação in situ. Isto consiste na manutenção das áreas intactas,
mediante a criação de unidades de conservação, tais como parques nacionais,
reservas biológicas, florestas nacionais e áreas de proteção ambiental, dentre
outras. No Cerrado, infelizmente, o número de unidades de conservação é muito
baixo, quando comparado com outros biomas, e essas, geralmente, são muito
vulneráveis a ações antrópicas (fogo, desmatamento, caça e pesca).
Dessa forma, devido à grande degradação verificada no bioma como um
todo, mesmo as áreas protegidas necessitam de uma atenção especial, para que a
conservação ocorra de forma efetiva. Uma maneira encontrada para diminuir os
impactos sobre essas áreas é a criação de corredores ecológicos, que são áreas
que unem os remanescentes florestais, possibilitando o fluxo gênico, que nada
mais é do que o trânsito de animais e a dispersão de sementes e pólen de
espécies vegetais. Esses corredores foram planejados para interligar
remanescentes de vários biomas. No Cerrado, estão previstos a criação dos
corredores Araguaia-Pantanal, abrangendo 10 milhões de hectares nos estados de
GO, TO, MT e PA, o corredor ecológico Jalapão-Mangabeiras, situado na
confluência dos estados de TO, PI e BA, o corredor ecológico Cerrado-Pantanal,
situado na bacia do rio Taquari, GO, interligando o Pantanal com o Cerrado da
região do Parque Nacional de Emas, e o corredor JICA, na região do Vale do
Paraná/Serra dos Pirineus, abrangendo os estados de GO, DF e TO.
A conservação também pode se dar através do uso sustentável dos recursos
naturais. Pesquisas recentes realizadas pela Universidade Federal de Lavras
(MG) mostram que é viável economicamente manejar a vegetação do Cerrado, como
alternativa ao seu desmatamento para a implantação de florestas de eucalipto,
atividade que vem ocorrendo em larga escala em vários estados brasileiros.
Esses estudos, porém, levaram em conta somente a utilização dos produtos madeireiros,
deixando de lado o que muitos consideram a grande riqueza deste bioma que é a
enorme diversidade de produtos que podem ser extraídos, tais como frutos,
sementes, óleos, fibras, etc...
Entretanto, ao se propor metas para um programa de conservação, mediante
a criação de unidades de conservação, ou mesmo ao permitir o uso sustentável
dos recursos naturais, algumas informações são de fundamental importância para
que o seu manejo seja realizado de forma correta. Associado a estudos de
geomorfologia, geologia, solos, clima, sistemática botânica e biogeografia,
técnicas moleculares podem fornecer subsídios aos estudos da vegetação para o
estabelecimento de estratégias adequadas para o manejo ambiental.
A análise de características genéticas das populações que se pretende
conservar, mediante marcadores moleculares, que tem como objeto de estudo as
sequências de DNA e proteínas dos indivíduos, objetiva reduzir os riscos para
as populações a serem conservadas, evitando a endogamia (cruzamento entre
indivíduos aparentados) e a deriva genética, devido à redução do número de
indivíduos das populações. Isso porque uma população a ser conservada em uma
determinada área não precisa ser necessariamente grande, mas necessita ter
número suficiente de indivíduos para ser representativa, evitando a endogamia e
possibilitando a manutenção do potencial evolutivo das espécies.
Conhecer para poder preservar
Hoje, um dos grandes desafios para os pesquisadores
é o entendimento da biologia das espécies do Cerrado. Essas informações são
úteis tanto no manejo correto das populações, por exemplo, em unidades de
conservação, bem como para o uso sustentado dos seus recursos.
Os processos relacionados à reprodução têm sido
alvo de muitas pesquisas nos últimos anos. Compreender os mecanismos de
propagação das espécies, bem como a estruturação das espécies nos diversos
habitats parece ser o ponto chave para o estabelecimento de propostas de
recomposição e conservação de áreas naturais.
As espécies que se adaptam a um determinado ambiente
desenvolvem “habilidades” para poderem suportar as condições ambientais ali
existentes. Como exemplo, cita-se um mecanismo muito importante para as
espécies vegetais que é a dormência das sementes, a qual garante que nem todas
as sementes dispersas em um ano germinem prontamente quando as condições
ambientais forem favoráveis (luz, umidade e substrato). Isso significa que
muitas sementes podem permanecer no solo por até dezenas de anos, até que
germinem para dar origem a uma nova planta. Entretanto, esse mecanismo muitas
vezes inviabiliza a produção de mudas de algumas espécies para utilização em
programas de recuperação ambiental ou mesmo para a utilização racional de
algumas espécies com potencial econômico.
Dessa forma, vários estudos utilizando técnicas
baseadas na análise de DNA têm ajudado os pesquisadores a entender os
mecanismos fisiológicos relacionados ao desenvolvimento, germinação e dormência
de espécies florestais do Cerrado, permitindo dessa forma, que um número maior
de espécies seja utilizado nos projetos de reflorestamento para a recomposição
da flora.
A análise da estrutura genética populacional também
pode ser realizada através de técnicas moleculares, e atualmente tem passado
por grandes avanços tecnológicos.
Tecnologias que podem auxiliar a
conservação do Cerrado
Se por um lado a biotecnologia pode ter uma
conotação negativa para alguns grupos da sociedade – nesse caso, quando
associada aos organismos geneticamente modificados (transgênicos) –, por outro,
pode ser uma ferramenta de fundamental importância para a conservação dos
recursos naturais.
Desde a descoberta do DNA, o desenvolvimento de
técnicas de análise molecular tem passado por grandes avanços. Nos últimos três
anos, foram desenvolvidos métodos rápidos e baratos para o sequenciamento de
DNA, permitindo o sequenciamento de moléculas de qualquer espécie em um curto
período de tempo. Enquanto o uso dessas tecnologias ficava restrito a estudos
na área de saúde humana ou em espécies vegetais modelo, geralmente espécies com
um genoma pequeno, agora o avanço no desenvolvimento dessas tecnologias permite
o uso dessas ferramentas em qualquer espécie nativa.
A importância desses avanços, além da maior
acessibilidade pela redução dos custos das análises, reside na possibilidade do
desenvolvimento de marcadores para diversos processos fisiológicos, na redução
do tempo para obtenção de informações e, consequentemente, na possibilidade de
acompanhar a dinâmica de populações de um maior número de espécies.
Entretanto, mesmo com o desenvolvimento dessas
novas tecnologias, a manutenção das unidades de conservação já existentes e a
recuperação de áreas degradadas, interligando grandes fragmentos, associado ao
uso sustentável dos recursos naturais, ainda são a alternativa mais viável para
a conservação, visto que não se conhece nem mesmo a totalidade da diversidade
de nossos ecossistemas, e, dessa forma, os esforços ainda devem ser
concentrados em manter intacto o pouco que nos restou.
Fonte: Com Ciência - SBPC/Labjor
Bonfim
Fauna
O gato-maracajá é encontrado do sul do México, na América Central e norte da América do Sul a leste dos Andes. No Brasil, são encontrados em florestas densas, como a floresta tropical e a floresta de altitude, nas regiões da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Do mesmo gênero Leopardus que a jaguatirica, o gato-maracajá tem aparência muito semelhante àquele animal, no entanto, sua cabeça é um pouco menor, os olhos maiores, e a cauda e as pernas mais longas. É um felino de pequeno porte, com peso médio de 3,4 kg, comprimento do corpo de 53,6 cm e uma cauda longa, com média de 37,6 cm.
Exímio escalador de árvores, também tem uma habilidade pouco comum aos felinos: suas patas traseiras têm articulações flexíveis que permitem uma rotação de até 180º, o que lhe dá habilidade de descer de uma árvore de cabeça para baixo, como os esquilos. A destreza com as patas e a cauda longa lhe conferem uma excepcional adaptação à vida arbórea, onde passa a maior parte do tempo. O período de gestação de 81 a 84 dias produz apenas um filhote. Capaz de viver por 13 anos (20, se mantidos em cativeiro), a espécie tem hábitos essencialmente noturnos e predominantemente solitários.
Carnívoros, comem uma grande variedade de presas de vertebrados (mamíferos, aves, répteis e anfíbios), com preferência para pequenos roedores arborícolas e pequenas aves.
A destruição das florestas é a principal ameaça para essa espécie, seguido do tráfico ilegal. Somado a isto, está o pouco conhecimento sobre a biologia da espécie, que limita a possibilidade de estratégias de conservação eficazes.
É classificado pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie “Quase ameaçada” e pelo ICMBio, como vulnerável.
Mata dos Cocais
Quando os primeiros seres humanos ditos civilizados do continente
europeu se depararam com o atual território brasileiro a mais de 500 anos
atrás, o conjunto de florestas conhecido popularmente como Mata Atlântica
dominava uma extensão territorial superior a 1,3 milhão de km². Durante muito
tempo gerações inteiras puderam vislumbrar a magnitude imponente daquela
floresta, com sua gigantesca biodiversidade, suas árvores, animais e solo
fértil.
A relação entre seres humanos e natureza parece que sempre se deu de
forma fria e desigual, humanos x natureza. A exploração predatória e perdulária
dos recursos naturais e florestais sempre fizeram parte da história do homem.
No Brasil, os diversos “ciclos” econômicos, tais como o do ouro, o da
cana-de-açúcar, o do café devastaram enormes áreas florestais a quiçá do
egoísmo e a gula humana, a conversão de áreas para atividades agropastoris e
polos silviculturais e um ligeiro processo de industrialização e urbanização
legaram a sociedade porções ínfimas da floresta ao longo do território.
Ao estudar a curta História do Brasil, a evolução de sua sociedade,
verificamos a História da devastação, depredação e dilapidação de sua natureza,
de sua floresta, de seu meio ambiente. São 500 anos ininterruptos de ocupação
sem a menor preocupação ambiental e que levaram a Mata Atlântica a sua quase
extinção total. Os motivos e contextos são obviamente variados, mas nunca se
devastou tanto quanto no período da expansão cafeeira do século XIX e da
ditadura militar de 1964-1985. Durante o período militar, a política
desenvolvimentista que atingiu o auge na década de 70 incentivou a construção
de grandes hidrelétricas, pontes, rodovias, barragens, usinas nucleares,
expansão agrícola desenfreada, implementação de grandes conglomerados industriais,
a exemplo de Cubatão. Assim, áreas gigantescas de florestas com sua
megadiversidade, foram simplesmente dizimadas contribuindo como nunca para a
sua fatídica fragmentação e fragilização.
Hoje o que temos para ver e conhecer da antiga Mata Atlântica são apenas
7% do que restou-se, é que desta porcentagem podemos considerar como floresta
primária. Seu território original passa por 17 Estados brasileiros incluindo as
maiores metrópoles (e consequentemente as cidades mais poluidoras) do país, São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, num espaço total onde habitam
mais de 108 milhões de pessoas agregando três mil municípios.
Apesar de sua eminente extinção e da consciência de órgãos
governamentais e civis, ainda se continua devastando a Mata Atlântica. Em 1997
foram retirados da região da Serra da Cantareira em São Paulo – considerada a
maior floresta urbana do mundo – um milhão de árvores. Na região litorânea a
situação não é menos caótica para a floresta, especulação imobiliária, pressão
demográfica e ocupação desregrada estimulam a degradação ambiental.
As atuais áreas de conservação de Mata Atlântica são somente
remanescentes patéticos do que foi antes uma grande floresta. O que podemos
fazer é tentar aprender com os erros do desenvolvimento de nossas sociedades.
Neste aspecto não podemos deixar que uma floresta com o porte do que é ainda
hoje a Floresta Amazônica, desaparecer em meio a concreto, indústrias,
poluição, superpopulação e campos imensos de agricultura monocultora de
exportação: a pura manifestação do desenvolvimento insustentável do ser humano.
Neste sentido, o estudo da História da Mata Atlântica pode trazer às pessoas o
potencial de conhecimento necessário para o aprimoramento de nossa relação com
toda a natureza. Ou queremos continuar o nosso desenvolvimento falacioso e
passar literalmente por cima de mais uma rica floresta como estamos fazendo a
séculos?
Conservação de Espécies
A definição do status de conservação das espécies
da fauna e da flora e a elaboração de listas das espécies ameaçadas de extinção
fazem parte da estratégia adotada pela Biodiversitas para subsidiar projetos e
políticas de conservação no país. O levantamento, sistematização e
especialização de dados biológicos são algumas das ferramentas utilizadas para
o monitoramento da biodiversidade brasileira.
Leopardus wiedii :: Luiz Cláudio Marigo
A Biodiversitas iniciou a divulgação das listas
vermelhas em 1990 e, a partir de então, a metodologia adotada pela Fundação
tornou-se referência em todo o Brasil. Atualmente a Biodiversitas é a
responsável pela atualização das Listas das Espécies da Fauna e da Flora Brasileiras Ameaçadas de Extinção.
Tapirus terrestris :: Luiz Cláudio Marigo
A Fundação Biodiversitas desenvolve
projetos em vários estados brasileiros através de estudos biológicos,
geológicos, geográficos, sócio-econômicos, históricos e de ecoturismo, entre
outros.
Estes estudos são realizados por meio
de:
• Pesquisa básica;
• capacitação de pessoal;
• apoio a desenvolvimento de teses;
• inventários biológicos;
• zoneamento;
• ordenamento territorial;
• implantação de trilhas interpretativas;
• projetos de educação ambiental;
• criação e implantação de unidades de conservação;
• desenvolvimento e auxílio a projetos ambientais (governamentais e iniciativa privada).
• capacitação de pessoal;
• apoio a desenvolvimento de teses;
• inventários biológicos;
• zoneamento;
• ordenamento territorial;
• implantação de trilhas interpretativas;
• projetos de educação ambiental;
• criação e implantação de unidades de conservação;
• desenvolvimento e auxílio a projetos ambientais (governamentais e iniciativa privada).
Poluição do Ar
Geração da poluição
A poluição gerada nas cidades de hoje
são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por
exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima
destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e
dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são
responsáveis pela geração de energia que alimenta os setores industrial,
elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso,
deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil.
Problemas gerados pela poluição
Esta poluição tem gerado diversos
problemas nos grandes centros urbanos. A saúde do ser humano, por exemplo, é a
mais afetada com a poluição. Doenças respiratórias como a bronquite, rinite
alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os
anos. Outros problemas de saúde são: irritação na pele, lacrimação exagerada,
infecção nos olhos, ardência na mucosa da garganta e processos inflamatórios no
sistema circulatório (quando os poluentes chegam à circulação). Em dias secos e
com poluição do ar alta, é recomendado beber mais água do que o normal, evitar
atividades físicas ao ar livre, utilizar umidificador dentro de casa
(principalmente das 10h às 16h) e limpar o chão de casa com pano úmido).
A poluição também tem prejudicado os
ecossistemas e o patrimônio histórico e cultural em geral. Fruto desta
poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo,
monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por
um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a
poluição da capital grega.
O clima também é afetado pela
poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em
nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma
camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma,
o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas.
Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de
água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas
espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com
mais frequência.
Soluções e desafios
Apesar das notícias negativas, o
homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no
sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem
poluição. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível.
No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível
não fóssil, que poluí pouco. Testes com hidrogênio tem mostrado que num futuro
bem próximo, os carros poderão andar com um tipo de combustível que lança, na
atmosfera, apenas vapor de água.
Curiosidades:
- Cidades do mundo com o ar mais
poluído: Pequim (China), Karachi (Paquistão), Nova Délhi (Índia), Katmandu
(Nepal), Lima (Peru), Arequipa (Peru), Ulan Bator (Mongólia) e Cairo (Egito)
- Cidades do mundo com o ar mais
limpo: Calgary (Canadá), Honolulu (Estados Unidos), Helsinque (Finlândia),
Wellington (Nova Zelândia), Mineápolis (Estados Unidos) e Adelaide (Austrália).
- 14 de agosto é o Dia de Controle da
Poluição Industrial.










